Em um país tropical, é preciso adaptações. Mas não faltam opções para quem se apaixonou e quer praticar alguma modalidade de gelo ou neve.

Muitos torcedores se perguntam como praticar as modalidades de inverno no Brasil? É claro que em um país tropical é preciso fazer adaptações. Mas não faltam opções para quem se apaixonou e quer praticar alguma modalidade de gelo ou neve.

ssa, inclusive, é a primeira pergunta para quem quer praticar algum esporte de inverno: é de gelo ou de neve? Os esportes de gelo são praticados em lugares com pistas ou rinques com superfícies congeladas, como são os casos do bobsled, curling, hóquei no gelo, luge, patinação artística, patinação velocidade e skeleton. Os de neve, geralmente, são praticados em montanhas com neve natural ou mista e em espaços que tenham neve totalmente artificial.

Bobsled

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Não há ainda no Brasil uma pista para a prática da modalidade, mas existe um projeto, liderado por Edson Bindilatti, atual piloto da equipe, mas que se aposentará ao final de Pequim 2022, para a construção da primeira pista de push fixa do país, em São Caetano do Sul (SP).

O local servirá para aprimorar a largada do Brasil nas competições, uma das principais etapas para uma boa corrida. A Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) também realiza seletivas periodicamente para trazer novos atletas para a equipe. Os que passam pelo processo são levados para treinamentos fora do país, principalmente na América do Norte.

Curling, patinação artística e hóquei no gelo

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A CBDG mantém um Centro de Treinamento em São Paulo, a Arena Ice Brasil, onde é possível praticar as três modalidades. No caso do curling, o local é o único da América Latina com medidas oficiais e capacidade para receber competições internacionais.

No caso da patinação artística e do hóquei no gelo, também há diferentes programas para quem quer praticar as modalidades, desde a classe de iniciantes, sejam jovens ou adultos, passando pelo intermediário, até para quem já tem um nível mais avançado de patinação e busca o alto rendimento.

Esqui cross-country, esqui alpino e snowboard

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No Brasil, existem algumas iniciativas que simulam neve ou esportes de neve e que podem ser usadas para a prática tanto do esqui quanto do snowboard.

No caso do cross-country, o país é um dos pioneiros na América no desenvolvimento da modalidade através do uso do rollerski, adaptação do esqui para o asfalto. A Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) tem núcleos de iniciação esportiva em cidades como São Paulo, São Carlos, Santos, Caraguatatuba, Campinas e Jundiaí. As pistas que simulam neve ficam em Gramado (RS) e São Roque (SP), sendo que em Gramado a pista é de neve de verdade, e em São Roque, um tapete que simula a neve.

Curling

O Termo de Fomento firmado com a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, no valor de R$ 407 mil, com vigência até fevereiro de 2023, prevê a implantação do Núcleo de Base da modalidade de curling olímpica e paralímpica. O projeto será implantado no Centro de Treinamento Arena Ice Brasil, em São Paulo.

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O projeto pretende trabalhar, no esporte olímpico, com 12 meninos e 12 meninas, entre 10 e 18 anos; e, no esporte paraolímpico, com 8 homens e 8 mulheres cadeirantes, entre 10 e 40 anos. O núcleo também prevê atingir pelo menos 12 profissionais (estudantes ou já formados) na capacitação técnica, preferencialmente na proporção de 50% de homens e mulheres.

O objetivo é potencializar o processo de formação de jovens talentos da base nacional do curling brasileiro, além de realizar o aperfeiçoamento de profissionais da modalidade através de programas de capacitação, concentrando os melhores jogadores de curling das categorias de base em um local com infraestrutura e comissão técnica qualificada.

Com a implantação do núcleo de treinamento, a CBDG prevê um crescimento contínuo e equilibrado do curling, com um aumento no número de atletas das categorias de base e com mais profissionais capacitados atuando na formação. Segundo a entidade, o Núcleo de Base de curling no Brasil será um dos principais marcos no crescimento da modalidade, podendo proporcionar às equipes brasileiras de base um direcionamento para os melhores resultados em competições internacionais.

Além disso, o centro de treinamento no Brasil poderá se tornar um polo da América Latina para o desenvolvimento esportivo, recebendo atletas de diferentes países em intercâmbios multiculturais.

Ski Cross Country e Biathlon

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O Termo de Execução Descentralizada firmado com a Fundação Universidade Federal de São Carlos, no valor de R$ 366 mil, tem vigência até agosto de 2023 e prevê a implantação e desenvolvimento de Núcleo de Esporte de Base e de Esporte Adaptado nas modalidades de inverno ski cross country e biathlon na Cidade de São Carlos (SP).

A previsão é de que 64 atletas, olímpicos e paraolímpicos, sejam atendidos, além da capacitação de 20 profissionais para atuarem no projeto, que deverá implantar um método de treinamento adaptada por meio do rollerski. Trata-se de uma variação do ski que, por usar rodas, permite que a modalidade seja praticada no asfalto.

Por

Julianna Coelho